O Nordeste É Minha VidaMeu Sertão, Minha SearaEssa Terra PrometidaEsse Povo Joia RaraSou Madeira Que Cupim Não RóiEu Não Sou Pau-De-AraraEu Venho Da ResistênciaDa Carne Pouca No OssoDo Sal Que Tira O InsossoDo Aguado Da ImprudênciaVenho Do SomQue Sai Do Sino Da IgrejinhaDa Novena Na LapinhaDo Batuque, Do TamborEu Vou, Eu VouPegar A Minha SanfonaPor Que Ela É Minha DonaEla Me Faz ViajarGirar O MundoLevando O Meu Pé De SerraQuero Paz, Não Quero GuerraQuero Amor, Quero CantarAs Flores, AmoresSem Dores, Sem ArmasSem Cargos, Sem QueixumesE Os Vagalumes Vem Me AlumiarEu Desafio O Meu Peito À Própria MorteA Liberdade É Meu NorteO Meu Canto É VaronilEu Guardo Na LembrançaTua HistóriaTuas Lutas, Tuas GlóriasEu Te Amo, Meu BrasilLá No Sertão Tem Uma Índia Chamada IracemaUm Padre Cícero, E Um Frei Chamado DamiãoTem Uma Rosa Que Me Dá Banho De CheiroTem Um Viveiro Dentro Do Meu Coração