Verse 1Ei TuSim, Tu'Tou-Me A Cagar Para O Que Tu Dizes'Tou-Me A Cagar Para O Que Tu EscrevesSe Me Aplaudes Ou Me Apontas O Dedo, É-Me Amplamente IndiferenteSe Eu Deixo Ou Não De Ser AssuntoSe O Que Eu Escrevo É PertinenteSe Eu Quiser Fazer Canções De Amor Sobre Bagaço, Eu FaçoSe Quiseres Invadir O Meu EspaçoCorres O Risco De Levar Um AbraçoÉ Que Eu Sou Um Gajo FácilÉ Que Eu Sou Um Gajo LeveEu Sou Quente Como Um Dia De VerãoE O Que Digo Não Se EscreveChorusMas CantoTudo O Que Eu EscrevoEscrevo O Que Eu QueroEu Não Devo Nada A NinguémTão Pouco LamboNem Um CagueiroNo Meu CinzeiroAs Pontas Já Foram BíbliaE Papel De JornalVerse 2Espreme, EspremeDespeja Sumo No EnredoPor Mais Açúcar Que Isso LeveO Fruto Que Usas Tá AzedoSe Essa Palha Não Esconde Uma Agulha, Não Passa De Um FardoTu Escreves Merda Sem SaberesEu Com Noção Que Sou Um BardoSe Eu Quiser Mandar Só Versos Brancos Até Ao Refrão, TranquiloSe Eu Quiser Avacalhar Um BocadinhoNão Sigo Regras, Tenho A Escrita LivreE Consigo Ser ConcisoSem Bengalas E DesviosSem Rima, Nem RumoMá Figura Com EstiloO Que Digo Não Se EscreveChorusMas CantoTudo O Que Eu EscrevoEscrevo O Que Eu QueroEu Não Devo Nada A NinguémTão Pouco LamboNem Um CagueiroNo Meu CinzeiroAs Pontas Já Foram BíbliaE Papel De Jornal